O meu amigo Percival Maricato resolveu virar blogueiro. Demorou; análises lúcidas, arejadas, estimulantes, o link está aí ao lado. É editor-chefe da Revista Bares e Restaurantes e vou transcrever um trecho da entrevista sobre o emparedamento ou a restrição de horário, dos bares. Mas antes...
De Marcos Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior :
"... A mesa do bar sempre foi ao longo da história, um lugar de política e criação, por mais descontração que possa habitar as conversas. Sempre foi um lugar em que, a certa altura, alguns fígados são colocados sobre a mesa e coisas são ditas de um modo que não o seriam à luz do dia, quando se está no" horário de expediente". Ou seja, sempre foi um lugar de liberação de idéias e sentimentos reprimidos no cotidiano..."
" A Felicidade está nos Bares " : "Desde que o mundo é mundo, sempre houve uma parte da sociedade mais conservadora com relação a valores e costumes. Bares representam alegria, o lado lúdico da vida, experiências emocionais, a possibilidade de uma relação amorosa extraconjugal, discussões e opiniões ousadas, a possível influência do álcool, que "tira a pessoa do sério", o descaminho do jovem ou do pai de família, alcoolismo, absenteísmo, direção perigosa de veículo, transgressões, homossexualismo etc. O bar se relaciona com tudo isso, é um espaço público fantástico, onde tudo pode acontecer, bem ao contrário do lar, da empresa, da igreja, do clube, onde as pessoas se comportam conforme normas e valores bem regulados. Bar dá medo na autoridade religiosa, na senhora casada que gosta do marido e dos filhos sob a saia, na polícia, no médico, no político..."
Já eu, prefiro o bar ao tédio da mediocridade !




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