No dia 10 de agosto de 2006 na Faculdade de Saúde Pública de São Paulo, representantes da área de ciências biológicas e humanas levantarão um Manifesto para uma Revisão Científica : Maconha e Saúde Mental. Segundo Dartiu Xavier, Psiquiatra da UNIFESP e líder do movimento, a ABP ( Associação Brasileira de Psiquiatria ) até então tentou "demonizar" o uso da droga. Na Inglaterra existe o cultivo da cannabis para fins medicinais, ou seja, para aliviar a pressão ocular dos portadores de Glaucoma; para solucionar a anorexia dos tratamentos quimioterápicos dos tratamentos de Câncer e Aids, para remitir dores de origem neurológica. Os estudos científicos sobre a ação do THC no cérebro omitem evidências legítimas da eficácia do uso medicinal da cannabis sativa. A morfina é legalizada sob prescrição e seus efeitos colaterais são graves : dependência e prisão de ventre severa. A criminalização da erva é mesmo de cunho ideológico. Assinam o manifesto:
Dartiu Xavier - psiquiatra;
Elisaldo Carlini - farmacologista;
Lidia Aratangy - psicóloga;
Miguel Reale Jr. - jurista;
Rubens Adorno - sociólogo;
Edward McRae - antropólogo.
Acho que já é um começo para esclarecer o que preconceituosamente foi criminalizado por interesses financeiros dos hipócritas de plantão.
A cannabis, também conhecida por outros nomes, veio da África nas roupas dos escravos que a plantaram e usavam para diminuir a tristeza, a nostalgia de tempos livres e dignos. Foi criminalizada muito tempo depois.
E todos sabemos que o mal é o que sai da boca dos homens maus.




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