A formação do psicólogo para atuar dentro dos consultórios ou ambulatorialmente, prescreveu. Lógico que a clínica sempre será necessária mas a elitização dos saberes, do conhecimento psicológico, foi superada pelo tempo. A violência gerada pela desigualdade e exclusão social dos menos favorecidos chegou à flagrante falta de emprego ou trabalho para o psicólogo. Tem muito psicólogo para pouco paciente. Esse contingente está felizmente sendo direcionado à rede pública: SUS (PSF, CRAS, CAPS,etc) ou seja às políticas públicas de saúde com os conseqüentes desafios e novos paradigmas. A ABEP ( Associação Brasileira de Ensino de Psicologia) e os Conselhos de Psicologia reunidos no II Congresso Brasileiro Ciência e Profissão " ...apontam para a necessidade de formar psicólogos para atuar no SUS... Colocar o saber psicológico para a promoção de saúde, criação de alternativas para atender situações diversas, mas que têm em comum um sofrimento que a Psicologia pode contribuir para amenizar". Tal encontro ultrapassa o encontro e possível enfrentamento entre as chefias das instituições, o poder, e chega até a sociedade para repensar seus (nossos) problemas desde a raiz,radicalmente. A sociedade que sempre excluiu de suas vistas o que desagrada e o que incomoda agora está emparedada e temerosa. Como a vida é perfeita. Como dizem os Gasparettos (mãe e filho) : A VIDA É DEUS EM AÇÂO. É obrigatória uma revisão e desenvolvimento de propostas e projetos. A sociedade precisa encontrar-se consigo mesma e enfrentar o que gera a violência. Esse é o instrumental da Psicologia. Dentro da vida de cada um a resposta para a vida de todos. O compromisso é enfrentar o que precisa ser revisto, mudado, para que possa haver PAZ.
ASSINANDO EMBAIXO DO TEXTO EDITORIAL DO JORNAL DE PSICOLOGIA DO CRP SP.




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